sexta-feira, 24 de abril de 2009

Deus, me ajude.

Eu vou escrever porque agora não posso falar em voz alta.
Eu estou desesperada. Cansada de alguns dizerem que é da minha cabeça essa ansiedade, pra eu só "ficar calma". Claro que ter ansiedade e saber dela só piora a coisa, ficar com pavor dela é o que me tem acontecido... Pavor de ansiedade não combina, eu sei. Eu sei que devia manter calma, só pensar em dormir, mas um turbilhão afligindo meu peito não deixa... É exatamente isso, um turbilhão aflige meu peito. Como se algo estivesse prestes a explodir a qualquer momento. Se me abraçam tenho medo de explodir junto. Sou como um bicho do mar que precisa mexer os bracinhos livremente na água. A água está dentro de mim, transborda e me envolve. A água é essa ansiedade DE MERDA.
Eu não dormi ontem, dormi 2h no máximo, eu imagino. Eu fui ao médico, mas médicos costumam ajudar pouco, já perceberam? Eles devem achar que todos os pacientes são hipocondríacos, se vamos lá reclamando pouco, eles dão sempre um remédio que te cura pela metade. É uma bosta ficar doente nesse mundo =/
Eu lembro do Tyler do Clube da Luta... ele, sem conseguir dormir por meses, indo nos médicos e eles dizendo que "não é nada, não é nada". Até que ele chora e se alivia – e isso realmente, também me aconteceu, eu chorei e me aliviei um pouco esta tarde! Mas será que daqui a pouco estarei vendo o Brad Pitt por aí? Pelo menos isso pra compensar... (mentira, eu amo Eros e é o único que eu quero ver).
Mas a questão, é, Deus, me ajude. Me ajude a melhorar, já que ninguém pode. Eu sei que não acredito muito no senhor, mas de fato eu não tenho tantos motivos pra acreditar... ainda mais se eu continuar com essa bosta de ansiedade =(. Mas, deus, se for possível me ajudar, de alguma forma, que me dê paz, calma, tranqüilidade... eu agradeço, agradeço muito. É tudo o que quero. Eu estive tão doente nos últimos dias. Eu queria ficar boa de novo, pra trazer paz também pro Eros, pra trazer harmonia e alegria pra todo mundo. Só isso, sem dar trabalho, fazer algo por alguém, só pra variar, chega de receber. Quem sabe se eu melhorar eu não vou lá no colégio oferecer trabalho voluntário, dessa vez pessoalmente? Ou ainda ler pras crianças no hospital?
Mas assim, Deus, eu não sinto forças nem pra mim, quanto mais para os outros!! Me ajude, eu só quero trazer alegria pra quem eu amo, isso não pode ser pecado. Ele é meu marido, ele é lindo e boa pessoa. Por favor, deus, me ajude, ok? Não quero ter ansiedade também, não quero. Eu sei, ninguém quer... eu sei, não sou perfeita. Mas também não sou uma pessoa má, você sabe que eu faço o meu melhor. Prometo me esforçar pro meu melhor ser ainda melhor, ok? Mas me ajude, por favor.

domingo, 19 de abril de 2009

Conversas...

Eu: Droga de mosquitinhos que ficam na lâmpada, ficam pulando e pipocando, acabam morrendo... pra quê? que saco ¬¬
Eros: Quê?
Eu: Essas drogas de mosquitinhos que ficam pulando e batendo na luz!!
Eros: Índio?? Onde tem ÍNDIO aqui... num domingo...?
(sim, WTF? Se fosse segunda ia ser mais fácil achar um índio?? XDD)
Eu: *rindo alto*
Eros: Que foi, Marcely? Fala... onde tem índio pulando?
Eu: MOSQUITINHO, Eros, MOSQUITINHO pulando na luz, onde você ouviu Índio??

Update:Eros: ai, você tem que consertar sua fonética...
Eu: eu que tenho que consertar alguma coisa? nem que eu tivesse um tumor na língua pronunciaria mosquitinho igual a índio...

Fotos dos índios:

terça-feira, 14 de abril de 2009

Coisas que só acontecem comigo...

Acabou a luz aqui do prédio e eu estava sozinha em casa, sem NADA pra fazer. Já estava ficando puta com a demora para a luz voltar, fui comer e fiquei enrolando até que desisti e pensei "O que me resta fazer? Já sei, vou acender umas velas e ler!". Ok, pego a caixa de fósforos, a vela... Derrubo os fósforos no chão, cato um por um, vou riscar o fósforo e ele não pega, risco de novo até que ele quebra. Pego outro fósforo, risco e NO EXATO MOMENTO EM QUE ESTE ACENDE a luz volta... ¬¬

Update: postei esse texto aqui no aquarelas...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Human Behaviour

Vai entender as pessoas, né? Cheias de particularidades e picuinhas, nem sempre é verdade que "to get involved in the exchange of human emotions is ever so satisfying". Muitas vezes é muito cansativo lidar com pessoas e não é raro, depois de você ter aprendido que não importam quais as particularidades de cada ser humano, todos, SEM EXCEÇÃO, são egoístas, você se sentir meio cansado de se relacionar com os outros.
Não é difícil as pessoas detestarem amor e carinho. Geralmente tem um que doa essas coisas e outro que só recebe. É por isso que pessoas românticas geralmente são desiludidas e só quebram a cara. E depois de muito tempo detestam ter que dar carinho sendo que o chupim que só recebe nunca muda de lugar e nem pra serem gratos um pouco... oras, chupim só recebe, gratidão é coisa de quem doa, né?
Cansei de ver pessoas que são traídas, largadas, pelo primeiro tropeço ou pela primeira atraçãozinha do chupim. Lógico. Você pode dar mundos e fundos e não levar nada em troca, mas se um dia você não for bonzinho com o chupim, isso resulta em quebra de contrato e ponto-final. Oras, e não é uma questão de lógica? Aqui cabe até um mapinha pra explicar!
Sendo assim, o ser humano não presta nem porque tem instintos, nem porque tem raciocínio. O ser humano é isso aí, com regras bastante desagradáveis para ambos os lados. Ser misógino também não serve, já viu alguém romântico sem ter pra quem doar? Ou um chupim sem ter de quem receber? Eles murcham, coitadinhos! E não adianta comprar um gatinho, um cachorro, mesmo eles podem te morder, pular, morrer, não entender. No fim, sempre será a situação de doador e recebedor, não adianta de que espécie você é.
E digamos que nem sempre existam pessoas doadoras e recebedoras, como se houvesse céu e inferno em formato de pessoas. As pessoas são os dois, muitas vezes. Se você encontra alguém pra doar, ela só receberá de você, se você recebe de alguém, provavelmente não sentirá muita vontade de doar. E nenhuma das duas posições é totalmente confortável, mas fazer o quê? Não se controlam sentimentos (ou falta de)...